Nampula com défice de professores de classes iniciais

Nampula com défice de professores de classes iniciais

O Conselho Executivo Provincial (CEP), em Nampula, reconhece que a região enfrenta, neste momento, um défice de professores, para as classes iniciais. Para mitigar o problema, aquele órgão preconiza para os próximos tempos incrementar o número de professores a formar, segundo garantia dada recentemente pelo chefe do gabinete do governador, Rodrigues Ussene.

Ussene, falava durante a cerimónia de recepção de 180 professores recém-graduados, para leccionar as classes iniciais, idos das províncias de Maputo, Gaza, Sofala e Tete.

“Temos que incrementar as metas de formação de professores para o ensino primário, ao nível dos nossos institutos de formação, quer do sector público, assim como privado, para responder ao défice com que nos confrontamos” -destacou Ussene.

Dados em nossa posse indicam que o sector da educação na província de Nampula tinha a meta de contratar 2.500 professores, na sua maioria de N4, porém, devido a situação acima mencionada, foi possível recrutar apenas 1363, o que quer dizer que ainda existe um défice de 1137 professores.

De referir que o número de professores primários (N4) graduados anualmente pelos 4 Institutos de formação de professores primários existentes na província, nomeadamente no Distrito de Monapo,  Mogovolas e  cidade de Nacala-Porto, não vai além de 1000 professores.

É neste contexto que o Conselho Executivo Provincial de Nampula, em articulação com o Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano, está a equacionar a reabertura de alguns Institutos de formação de professores primário.

Trata-se do antigo Instituto de formação de professores primários de Momola, localizado na comunidade de Namigonha, arredores da cidade de Nampula, e um outro, sito no Distrito de Murrupula.   

Os 180 professores de N4 ora contratados pelo governo a partir de Maputo, Gaza, Sofala e Tete, vão minorar o défice de docentes do nível primário.

 Dirigindo-se aos 180 professores, Ussene exortou-lhe para se entregarem ao trabalho, se precaverem de doenças como HIV/SIDA, durante as relações sexuais ocasionais, como forma de mitigar eventual défice, provocado por doença e/ou mortes evitáveis.