Numa altura em que o país está a ser é assolado pela cólera, sobretudo a vizinha província do Niassa, nota-se despreocupação total pelo saneamento do meio na cidade de Nampula e o exemplo disso, está no mercado Waresta, onde os vendedores e clientes partilham o mesmo espaço com o lixo e imundice, durante o exercício das suas actividades comerciais.
Para além do lixo, os vendedores disputam, igualmente, o mesmo espaço com vérmis, baratas, charcos e moscas, este último, que é um dos principais vectores de transmissão de doenças diarreicas, incluindo a cólera.
Naquele mercado, que abastece a cidade de Nampula e outros pontos da província e da região norte, é notório ver montes de lixo, que não são removidos há mais de um mês, alagamento dos passeios que dividem os compartimentos, situação que agravou com as chuvas constantes, que caem sobre a cidade nos últimos dias.
Rufino Fernando, vendedor de frutas naquele mercado grossista, reconhece estar a correr risco de contrair doenças como diarreia, cólera e malária, frequentes nesta época chuvosa, mas disse não ter outra escolha, porque o negócio é a base de sobrevivência para sua família.
“O cheiro nauseabundo exalado pelos deteriorados, nesses montes de lixo, nalgumas vezes tem sido insuportável”, lamentou a fonte.
Por sua vez, Estevão Joca, outro vendedor de repolho naquele mercado, aceitou ser difícil e insuportável partilhar o mesmo espaço com moscas e cheiro nauseabundo, por isso, lança duras críticas ao Conselho Municipal por não estar a remover os resíduos sólidos.
“O município está preocupado em recolher dinheiro, proveniente das taxas diárias, e nunca se importa em remover esse lixo e deixar o local limpo, para vendermos em boas condições e evitarmos doenças” – disse.
Contudo, o Conselho Municipal da Cidade de Nampula diz ter planos para o processo de remoção de resíduos sólidos na parte exterior do mercado grossista do Waresta, assim como alguns focos de lixo no interior do mesmo.
