Venda de alimentos bloqueia passeios na cidade de Nampula

Venda de alimentos bloqueia passeios na cidade de Nampula

A luta pela sobrevivência, na cidade de Nampula, está a levar a ocupação de passeios, localizados defronte dos estabelecimentos de ensinos, para venda de diversos produtos alimentares.

O fenómeno tem estado a condicionar a circulação dos alunos e outros utentes da via pública.

O caos, segundo constatamos, acontece durante o período de troca de turno dos alunos, situação que, na opinião de alguns munícipes, urge controlar visto que no meio da confusão, algumas crianças entram inadvertidamente na faixa de rodagem das estradas que passam por estes estabelecimentos de ensino, o que pode provocar acidente de viação.

As escolas mais afectadas pelo problema são a Primária dos Limoeiros, 7 de Abril, Parque Popular, 25 de Junho para além da Secundária de Nampula,

Além do perigo de atropelamento, os alunos correm risco de contrair doenças diarreicas e outras, provocadas pelo consumo de produtos mal conservados e susceptíveis de contaminação por poeira, entre outras causas.

Estamos a falar de bolinhos fritos e assados, doces de fabrico caseiro, frutos silvestres, não só.

Jonas Cusse, encarregado de educação de uma aluna matriculada na Escola Primária dos Limoeiros, disse que um dia a situação poderá resultar em incidente.

“Não fiquemos assustados se um dia recebermos a informação, dando conta que nossos filhos foram colhidos por viatura que estava a circular em alta velocidade nessa estrada em frente da escola, porque na hora de troca de turno tem havido muito movimento de crianças e muitas delas vão a estrada, porque no passeio não se pode circular” disse Cusse.

Pediu para que as entidades competentes resolvam esta situação o mais rápido possível.

Maimuna Abacar, com quem conversamos, próximo da Escola primária 25 de Junho, entende que o cenário de ocupação dos passeios defronte das escolas, para prática do negócio, não só coloca em risco a vida dos alunos, como também de pessoas mais adultas.

Sobre o assunto, algumas vendedoras que falaram ao nosso jornal disseram que estão cientes da violação do código da postura municipal, mas alegaram que não tinham outra alternativa para ganhar a vida.

“Não é bom ocupar os passeios para vender bolinhos e outros produtos alimentares, mas aqui na escola o nosso negócio tem muita saída, os nosso clientes são os alunos, por isso que no fim do dia muitas vezes voltamos a casa com bacias vazias sem sobra da mercadoria”, disse uma vendedora que se identificou pelo nome de Marta, que se dedica a venda de bolinhos no passeio da Escola Primária dos Limoeiros.