A província de Nampula, a mais populosa do país e, consequentemente, a mais produtora, a nível nacional, de diversos produtos agrícolas, arrancou formalmente, na semana passada, a campanha agrícola referente à safra 2024/2025. O governo manteve a aposta na mandioca e na castanha de caju como culturas de bandeira da província.
O governador da província, Manuel Rodrigues, revelou durante a cerimónia de lançamento da campanha agrária, na semana passada, que, no pico da produção da mandioca em 2019/2020, a província conseguiu mais de 10 milhões de toneladas, contra 8,5 milhões de toneladas da safra anterior.
A mandioca é a principal fonte de alimentação dos nampulenses, pois dela produzem a farinha com a qual fazem a chima, vulgarmente conhecida por caracata, consumida pela maioria da população.
Quanto à castanha de caju, Nampula produziu, na campanha 2023/2024, 83 mil toneladas, contra 66 mil da safra anterior, sendo uma potencial fonte de renda, pois muitas famílias sobrevivem de campanha em campanha, baseando-se na venda deste produto de exportação.
No seu discurso, Manuel Rodrigues, instou os intervenientes do sector agrário a incrementarem os níveis de produção e a produtividade das culturas de bandeira e outras, de modo a garantir a segurança alimentar e a geração de renda através da venda dos excedentes.
No quinquénio prestes a terminar, a província comercializou cerca de 21.500 toneladas de produtos alimentares e de rendimento, que trouxeram para as mãos dos produtores 555,6 milhões de meticais.
“Por outras palavras, os nossos produtores, sobretudo os do sector familiar, registaram alguma melhoria no nível de vida. Portanto, não restam dúvidas de que o sector agrário é aquele que mais contribui para a mudança de vida e o bem-estar das nossas populações”, disse Manuel Rodrigues.
Ao longo do quinquénio que termina este ano, a produção agrícola evoluiu em 22%, passando de 10,47 milhões de toneladas de produtos diversos na campanha de 2018/2019 para 12,77 milhões de toneladas na campanha passada de 2023/2024.
Todavia, para a campanha agrária 2024/2025, serão trabalhados 2,9 milhões de hectares, e espera-se colher 12,9 milhões de toneladas de produtos agrícolas, com destaque para mandioca, milho, feijão, caju, algodão e hortícolas.
