A circulação de viaturas de transporte de pessoas e bens, no troço entre o posto administrativo de Nacavala, em Meconta, e a sede de Muecate, no distrito do mesmo nome, em Nampula, está cada vez mais difícil, devido à destruição da ponte provisória que tinha sido construída sobre o rio Malaco, na sequência da destruição da infra-estrutura principal, em Março do ano passado, aquando da passagem do ciclone Jude.
A administradora do distrito de Muecate, Ruquia Momade, disse à comunicação social que as obras de construção da ponte principal vão iniciar, segundo o calendário previamente estabelecido, sem, contudo, definir quando.
Entretanto, informações em nosso poder indicam que o Governo provincial dispõe de 17 milhões de meticais para a reconstrução definitiva da ponte e que a obra já foi adjudicada a uma empresa, que deverá executar a empreitada num período de cinco a seis meses.
Enquanto isso não acontece, a travessia de pessoas e bens entre as duas margens é feita usando uma ponteca construída com material local (madeira e paus) pela comunidade, não obstante os riscos que a operação representa.
Para além da ponte sobre o rio Malaco, uma outra infra-estrutura do género, desta feita situada no posto administrativo de Imala, também está inoperacional para uso de viaturas.
“Para a população fazer a travessia por esta ponte, também usa meios alternativos, com apoio dos madeireiros, que têm fornecido algumas tábuas”, explicou Momade.
Entretanto, questionada sobre a relação entre o Governo e a população, considerando que no ano passado houve distúrbios decorrentes de alegados problemas de distribuição irregular de alimentos e materiais, no âmbito da assistência humanitária, a administradora assegurou que é boa.
Segundo explicou, a convulsão social, que resultou em mortes, feridos e saques de produtos, deveu-se à demora do processo de distribuição dos víveres, entre outros materiais.
“Os produtos deveriam ter sido distribuídos durante o período que se seguiu à passagem do ciclone, o que não ocorreu, o que fez com que alguns víveres se deteriorassem, daí que toda a população, inclusive aqueles que não tinham sido afectados pelo ciclone, quisesse receber os alimentos, considerando-os um direito”, explicou Momade. Recorde-se que a vandalização dos armazéns onde estavam acondicionados os produtos ocorreu em Outubro do ano passado.
