Alguns munícipes da cidade de Nampula, utentes de transportes semi-colectivos de passageiros, manifestam preocupação com a circulação de viaturas cujos vidros das janelas não abrem, uma situação que, segundo defendem, pode comprometer a saúde dos passageiros, sobretudo em dias de calor intenso, ao favorecer casos de asfixia e o contágio de doenças respiratórias.
Em causa estão viaturas do tipo “mini bus”, maioritariamente da marca Toyota, modelo Quantum, de fabrico sul-africano, que operam em várias rotas da cidade, sendo frequentemente apontadas como inadequadas para as condições locais de transporte.
Os utentes defendem maior rigor por parte do Conselho Municipal no processo de licenciamento destas viaturas, argumentando que as características dos veículos não respondem às exigências mínimas de ventilação.
“Reclamar o facto de uma viatura, em que grande parte dos vidros das janelas não abrem, não pode ser visto como um problema sem nexo. Elas transportam pessoas de todas as idades, incluindo algumas com problemas de asma”, afirmou Osvaldo Monteiro.
Na mesma linha, Fátima Amisse considera que muitas destas viaturas foram concebidas para funcionar com ar condicionado, realidade que não se verifica localmente.
Já Armando Humberto entende que a situação coloca em risco a integridade dos passageiros, defendendo uma intervenção urgente das autoridades municipais.
“Uma pessoa com problemas de hipertensão, ao entrar neste tipo de viatura em dias de muito calor, pode desmaiar ou até acontecer algo pior. Antes que isso aconteça, o Conselho Municipal deve intervir”, alertou.
Face a estas preocupações, os utentes apelam à adopção de medidas que garantam melhores condições de transporte e maior segurança para os passageiros que diariamente recorrem aos chamados “chapas cem”.
