Defende Plácido Pereira: Ensino superior deve priorizar qualidade e expansão

Defende Plácido Pereira: Ensino superior deve priorizar qualidade e expansão

O Secretário de Estado na Província de Nampula, Plácido Pereira, defende que o fortalecimento do sistema de ensino superior depende do processo de expansão e da qualidade do ensino ministrado nos estabelecimentos que leccionam este subsistema.

“Não basta ampliar o acesso, é imprescindível assegurar que a formação oferecida seja de alta qualidade e esteja alinhada com as demandas do mercado de trabalho e da sociedade”, frisou Pereira, nesta quarta-feira, no seu discurso de abertura durante a realização da Conferência Provincial do Ensino Superior.

Segundo ele, a revisão curricular, a capacitação docente e a avaliação contínua das instituições de ensino superior são elementos cruciais neste processo.

“A empregabilidade dos graduados do ensino superior também é uma preocupação central. É necessário garantir que os formandos adquiram competências técnicas e transversais que lhes permitam ingressar com sucesso no mercado de trabalho, contribuindo activamente para o desenvolvimento económico do país”, disse Plácido.

O governante mencionou ainda que a infra-estrutura e o financiamento sustentável do ensino superior também devem ser objecto de reflexão.

Sugeriu a necessidade de exploração de modelos inovadores de financiamento, que garantam a sustentabilidade das instituições, bem como o fomento da pesquisa científica, da inovação e da extensão universitária.

“A pesquisa e a inovação ocupam lugar de destaque nesta agenda. As instituições de ensino superior devem ser centros de produção de conhecimento capazes de gerar soluções para os problemas concretos da sociedade e, em particular, da província de Nampula. Por isso, a promoção da cultura de investigação e inovação é essencial para o progresso do país”, apelou Pereira.

Diante destes desafios, o Secretário de Estado considera que as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) e a digitalização do ensino superior são questões cuja solução se afigura urgente e inadiável.

Segundo ele, vivendo-se na era digital, as instituições devem adaptar-se a esta realidade, incorporando tecnologias que aprimorem os processos de ensino-aprendizagem e a gestão académica.

Por fim, referiu que a internacionalização e a cooperação são dimensões igualmente importantes, que não devem ser negligenciadas. “É preciso aprimorar e fortalecer as parcerias com instituições nacionais e estrangeiras, assegurando a mobilidade académica e a partilha de conhecimento, factores que contribuem significativamente para a melhoria e o fortalecimento do ensino superior”, disse.