Pais e encarregados de educação de alunos da Escola Politécnica São João Baptista de Marrere, nos arredores da cidade de Nampula, contestam o aumento da taxa de matrícula para o ano lectivo de 2027, considerando que os novos valores representam um agravamento significativo dos custos para as famílias.
Segundo informações recolhidas pelo nosso jornal, a matrícula para os alunos do primeiro ciclo, da 7.ª à 9.ª classe, passará dos actuais 2.500 para 3.500 meticais, o que representa um aumento de mil meticais.
Os encarregados de educação manifestam, igualmente, preocupação com a taxa de revisão de exames, fixada em 2.500 meticais por disciplina.
O representante dos pais e encarregados de educação, Agostinho Tembe, afirmou que a direcção da escola justificou a actualização das taxas com a conjuntura internacional, argumento que considera pouco convincente.
“Os pais e encarregados de educação estão a perguntar qual é esse custo que deve subir por causa da conjuntura internacional. A guerra do Golfo tem a ver com a educação?”, questionou.
Face ao aumento das taxas, os pais prometem solicitar uma audiência junto da Direcção Provincial da Educação em Nampula, com o objectivo de expor as suas preocupações e pedir a intervenção das autoridades.
Confrontada pelo nosso jornal, a direcção da Escola, através do chefe da Secretaria, confirmou o reajuste da taxa de matrícula e da taxa de revisão de exames, justificando que, por se tratar de uma instituição privada, o respectivo regulamento interno permite a actualização dos preços em função das necessidades de funcionamento da escola.
A fonte acrescentou que a instituição continua a praticar uma das taxas anuais mais baixas entre as escolas privadas da cidade de Nampula. “Não vejo porque é que os pais estão a reclamar. Somos uma escola privada que não cobra mensalidades, ao contrário de outras instituições. A pessoa que vos contactou deve estar menos informada”, afirmou.
