Preços de agroquímicos sufocam os produtores de algodão

Preços de agroquímicos sufocam os produtores de algodão

Os produtores de algodão na província de Nampula continuam a queixar-se não só dos alegados custos exorbitantes de aquisição de produtos químicos usados para o tratamento fitossanitário das plantas no campo, como também dos baixos preços de comercialização daquela cultura de rendimento.

Essas e outras preocupações foram apresentadas esta quarta-feira, no posto administrativo de Namialo, distrito de Meconta, à margem da Assembleia Geral do Fórum Provincial dos Produtores de Algodão de Nampula (FOPANA), encontro que tinha como agenda avaliar o curso da campanha agrícola 2023/2024, nos aspectos relacionados com produção, comercialização, perspectivas da safra 2024/2025 e outros.

Helena Joaquim, produtora de algodão no posto administrativo de Imala, em Muecate, disse que a produção deste ano foi fraca, devido à falta de assistência técnica, baixa qualidade da semente, além dos altos preços de compra dos agroquímicos.

“Eu só consegui produzir 20 sacos de algodão, mas esta quantidade não me ajudou, por causa dos problemas que referi. Lembro-me que no ano passado consegui produzir e vender 36 sacos”, disse Joaquim.

Isabel Cristorario, presidente da liga das mulheres do FOPANA, também afirmou que a produção do algodão na campanha 2023/2024 não foi boa, devido ao facto de os agroquímicos usados estarem fora de prazo, além dos baixos preços de venda do produto e outros problemas.

Alberto Nacheque, que produz algodão desde a infância no posto administrativo de Netia, distrito de Monapo, também se queixou dos preços que considera altos para a aquisição de agroquímicos e baixos na venda do produto.

Por sua vez, o presidente do FOPANA, José Domingos, reconheceu que as preocupações apresentadas pelos produtores são legítimas.

Refira-se que a província de Nampula conta com 8 mil produtores de algodão e três empresas concessionárias, nomeadamente, SANAM, que opera nos distritos de Monapo, Mecuburi, Muecate e Meconta, João Ferreira dos Santos (Ribàué e Lalaua) e Sezal no distrito de Mogovolas.