Falhou, ontem (quarta-feira), o início do processo de retirada compulsiva dos vendedores informais que exercem a sua actividade comercial ao longo dos passeios e avenidas da cidade de Nampula, uma acção anunciada pelo Conselho Municipal da Cidade de Nampula, através da Polícia Municipal.
A operação de retirada visava transferir os vendedores para mercados formais condignos, localizados em alguns bairros da urbe, uma vez que o prazo para a sua saída voluntária, estipulado em 10 dias pela edilidade, já havia expirado.
De acordo com as autoridades, a presença dos vendedores informais nas vias públicas constitui uma violação do Código de Posturas Municipais. Para além disso, a sua permanência condiciona a circulação de pessoas e bens, e contribui para a acumulação e proliferação de resíduos sólidos nas ruas e avenidas da cidade.
Contudo, numa ronda efectuada pela reportagem do Wamphula-Fax durante a manhã e a tarde de ontem, foi possível constatar que a actividade informal continuava a decorrer sem restrições. Pelo contrário, observou-se um aumento no número de vendedores informais nos passeios e, inclusive, nas faixas de rodagem das avenidas do Trabalho, Paulo Samuel Kankhomba, bem como nas ruas 3 de Fevereiro, Daniel Napatima, dos Continuadores, entre outras.
Este aumento da actividade informal deve-se, em parte, à aproximação das celebrações do Dia da Criança, a 1 de Junho, que tem levado os comerciantes a promoverem a venda de vestuário e calçado a preços acessíveis, especialmente nos passeios da cidade, onde se verifica maior afluência de clientes.
Relativamente à persistência dos vendedores nas vias públicas, a equipa de reportagem tentou, entre o final da manhã e cerca das 16 horas, contactar o vereador do pelouro de Mercados e Feiras no Conselho Municipal da Cidade de Nampula, Augusto Tauancha, no sentido de obter uma reacção. No entanto, não foi possível estabelecer contacto, uma vez que o mesmo não atendeu às chamadas telefónicas.
Por sua vez, ao ser contactado, o director do Departamento de Comunicação e Imagem do Conselho Municipal, Omar Casimo, limitou-se a referir que o assunto é da competência do vereador responsável por Mercados e Feiras.
“Vou consultar o meu vereador e depois volto a ligar, porque só ele é que me pode dar uma resposta sobre isso”, justificou Casimo.
