Cidade de Nacala: Matalane ganha centro de saúde com maternidade

Cidade de Nacala: Matalane ganha centro de saúde com maternidade

A comunidade de Matalane, localizada a cerca de doze quilómetros da cidade de Nacala-Porto, na província de Nampula, está a beneficiar do arranque das obras de construção de um centro de saúde com maternidade, um projecto orçado em mais de nove milhões de meticais.

Os residentes de Matalane mostram-se satisfeitos com o início do empreendimento, que poderá pôr fim a anos de sofrimento. Até agora, para aceder aos serviços de saúde, a população era obrigada a percorrer cerca de oito quilómetros até ao centro de saúde de Murrupelane.

As mulheres grávidas têm sido as mais afectadas pela ausência de uma unidade sanitária próxima, sendo frequentes os casos de partos ocorridos durante o trajecto, em condições que colocam em risco tanto a mãe como o bebé.

A região não dispõe de transporte público de passageiros. Assim, para chegar ao posto de saúde mais próximo, os moradores são obrigados a caminhar longas distâncias ou, alternativamente, recorrer aos moto-táxis, que cobram valores considerados elevados.

A nossa reportagem apurou que Matalane já havia sido contemplada com uma ambulância de pequeno porte para atender emergências; no entanto, o veículo foi vandalizado durante as manifestações políticas, deixando a comunidade novamente desprovida de meios de socorro.

O lançamento da primeira pedra do Centro de Saúde com maternidade foi dirigido pelo presidente do Conselho Autárquico de Nacala, Faruk Momade Nuro. Na ocasião, o autarca afirmou que a infra-estrutura irá aliviar o sofrimento dos cerca de oito mil habitantes dos bairros de Matalane, Namissica, Murrutumua, Nacoto e Navevene.

Segundo Nuro, as obras serão financiadas por receitas locais, estando prevista a sua conclusão no prazo de sete meses. “Este é um projecto que vínhamos a planear desde a nossa tomada de posse, porque identificámos a necessidade urgente de instalar uma maternidade que apoie a população destes bairros”, explicou.

Os técnicos da edilidade serão responsáveis pela fiscalização da obra. Já a empresa encarregue da construção assegurou que pretende contratar mão-de-obra local, para que o projecto proporcione oportunidades de emprego à comunidade.