As Alfândegas de Nacala-Porto, na província de Nampula, garantem que já atingiram a meta de receitas referente ao ano de 2025 em cerca de 110 por cento.
A informação foi revelada durante a visita do administrador de Nacala-Porto, Morchido Daúdo Momade, às Alfândegas, onde o director daquela instituição, Augusto Paulo, disse que a meta referente ao ano de 2025 era de um total de 15.680.682 meticais, tendo arrecadado 16.689.334 meticais, o que corresponde a uma realização de 110 por cento.
De acordo com Augusto Paulo, as Alfândegas alcançaram a meta do ano passado no que diz respeito à arrecadação de receitas, com uma realização positiva em relação à meta atribuída. E tudo indica que o ano de 2026 será de sucessos, pois o mês de Janeiro conferiu o alcance de 109,95 por cento em relação ao planificado.
“O nosso objectivo consiste em continuar a trabalhar no sentido de criar condições para alavancar Nacala”, disse.
Apesar do crescimento em relação às receitas, a nossa fonte lamentou o facto de a instituição estar a enfrentar um défice de recursos humanos.
Explicou que existem 60 trabalhadores, dos quais dez são mulheres. Contudo, há uma necessidade de 25 funcionários para totalizar 85, sobretudo jovens. Tanto é que as actividades são desenvolvidas em condições de sacrifício, por causa da precariedade das próprias instalações e da falta de recursos humanos para responder à demanda.
“Estamos a registar insuficiência de pessoal numa altura em que estamos a contar com mais um terminal, que é o Aeroporto Internacional de Nacala, que passa a receber, duas vezes por semana, os voos da companhia sul-africana Airlink para Johannesburg. Estamos a trabalhar com as mesmas pessoas que realizam actividades em outros sectores”, afirmou.
No final da visita, o administrador de Nacala mostrou-se satisfeito em relação ao desempenho das Alfândegas, pela prontidão e eficiência das equipas. O governante incentivou os funcionários das Alfândegas a serem mais proactivos, utilizando técnicas de monitoria, com vista a não colocar em risco a arrecadação de receitas.
“Incentivamos que continuem na mesma linha. Se conseguiram alcançar o resultado de 110 por cento da meta, então podem ir mais longe. Vamos incentivar para que continuem, sobretudo, a fechar o cerco”, anotou.
Segundo as palavras do administrador, alguns importadores e exportadores apresentam tendências de querer fugir ao fisco ou promover o descaminho. Acredita que há sempre uma técnica de querer ganhar mais, usando estratégias não plausíveis.
Por isso, orientou os técnicos no sentido de serem mais sérios e rigorosos no processo de tramitação dos documentos. Afirmou que não deve existir medo de abrir os contentores para verificar e confirmar se a mercadoria declarada é a mesma que está prestes a ser exportada.
Em relação ao défice de efectivo de quadros, o administrador considera que é um desafio, uma vez que o distrito está a registar uma demanda maior no que diz respeito aos serviços de exportação e importação de diferentes mercadorias.
