A Direcção da maternidade do Hospital Central de Nampula (HCN) apela a todas as gestantes que dão entrada naquela enfermaria, para trabalho de parto, a denunciarem qualquer tentativa de cobranças ilícitas por parte dos profissionais de saúde em serviço.
O director da maternidade, Dinis Viegas, que lançou o apelo na semana passada, em conferência de imprensa, explicou que as denúncias podem ser feitas na condição de anonimato, através da caixa de reclamações e sugestões, como forma de proteger os queixosos sobre qualquer anomalia.
Fez saber que, na enfermaria da maternidade, estão igualmente disponíveis os contactos telefónicos do pessoal do Gabinete Provincial de Combate à Corrupção, assim como do gabinete do utente do hospital.
Questionado se já havia registo de alguns casos, a fonte disse que não. “Penso que não estamos a ter casos de cobranças ilícitas, porque ainda não temos nenhuma reclamação nas caixas, assim como não recebemos chamadas telefónicas”, referiu Viegas.
Sublinhou que as cobranças ilícitas constituem crime, tendo esclarecido que os partos feitos na maternidade do HCN estão sujeitos a uma taxa moderadora de 400 meticais, aplicada àquelas mulheres grávidas que saem de casa directamente para aquela unidade sanitária, sem passar pelas unidades de referência na periferia da urbe e próximas da residência da doente.
“A taxa moderadora de 400 meticais é cobrada com o propósito de desencorajar a má utilização dos serviços primários e descongestionar a maternidade, uma vez que o HCN é uma unidade de referência, não devendo acolher partos normais, mas sim partos complicados que as unidades sanitárias localizadas nas zonas periféricas não conseguiram resolver.”
