As autoridades governamentais no distrito de Nampula, província do mesmo nome, apelam aos beneficiários do Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL) a uma gestão responsável deste programa lançado no ano passado pelo Presidente da República, Daniel Chapo, para a implementação de projectos e iniciativas de negócios, sobretudo para a camada jovem.
Além disso, as autoridades governamentais exigem que os projectos a serem implementados tragam impacto ao nível das comunidades, para que possam beneficiar outras pessoas que manifestarem interesse na segunda fase.
O alerta, neste sentido, foi deixado ontem pela respectiva administradora do distrito de Nampula, Etelvina Fevereiro, à margem do início da capacitação de 53 beneficiários do Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL), em matéria de gestão do dinheiro e implementação de negócios.
“Queremos que os donos dos projectos se tornem patrões, porque, na verdade, não é possível todos pertencermos ao Estado. Então o que o Presidente quer é que cada um sinta que pode ser patrão, admitindo mais uma pessoa, e que cada um saia desta linha de pobreza e sinta que valeu a pena ter este dinheiro do FDEL”, disse Fevereiro.
A governante vincou que muitos dos beneficiários são provenientes de comunidades recônditas do distrito, por isso a importância do treinamento, devido à falta de noção sobre a gestão de dinheiro e a implementação de um determinado negócio, para posterior obtenção de rendimento do investimento feito.
“Então esta capacitação vai ajudar a perceber como se faz um negócio e gerir os valores para ter retorno”, disse Fevereiro, acrescentando que, finda esta capacitação, o passo seguinte será a assinatura dos contratos dos fundos que serão disponibilizados para a implementação de vários tipos de projectos.
O Wamphula Fax ficou a saber que, dos mais de 400 projectos submetidos no ano passado no âmbito do Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL), apenas 53, avaliados em mais de dois milhões e quinhentos mil meticais, foram aprovados ao nível do distrito de Nampula aprovou apenas 53 projectos dos 400 submetidos.
