Enfermeiros apontam Hospital Geral de Nampula como resposta à pressão hospitalar

Enfermeiros apontam Hospital Geral de Nampula como resposta à pressão hospitalar

A classe dos enfermeiros na província de Nampula encoraja o Governo a acelerar a conclusão das obras do Hospital Geral de Nampula, actualmente em construção na cidade capital, por considerar que a entrada em funcionamento daquela unidade sanitária poderá contribuir significativamente para reduzir a pressão enfrentada pelo Hospital Central de Nampula devido à elevada procura de pacientes.

Os profissionais defendem igualmente que a conclusão do empreendimento irá diminuir a sobrecarga de trabalho a que os enfermeiros estão sujeitos diariamente, além de melhorar o acesso aos serviços de saúde para a população e criar novas oportunidades de emprego no sector.

Hoje, por ocasião do 12 de Maio, Dia Internacional do Enfermeiro, a enfermeira Ana Luísa, que falava em representação da classe na província de Nampula, através de uma mensagem apresentada alusiva à data, afirmou que os desafios actuais ligados ao cuidado da vida humana exigem muito mais do que simples vocação.

Segundo explicou, “o cuidado exige preparo técnico, discernimento ético e, acima de tudo, conhecimento”, acrescentando que a enfermagem em Moçambique continua a suportar o peso de um sistema que, muitas vezes, negligencia o valor daqueles que sustentam o atendimento com competência, resiliência e humanidade.

Na sua intervenção, Ana Luísa sublinhou ainda que a enfermagem não desempenha um papel secundário no sistema de saúde, mas sim um papel central, uma vez que os enfermeiros são profissionais que tomam decisões, planeiam, lideram equipas e aplicam a ciência no cuidado dos pacientes.

“Estamos aqui para afirmar que a enfermagem não é acessória, é central. Somos profissionais que decidem, que planeiam, que lideram equipas e que aplicam ciência no cuidado. Pedimos respeito profissional”, declarou.

A representante da classe acrescentou que os enfermeiros exigem condições de trabalho dignas, participação activa nas decisões estratégicas e reconhecimento das suas capacidades técnicas e intelectuais, defendendo que investir na enfermagem significa investir numa saúde de qualidade.

Na mesma ocasião, a fonte referiu que a Ordem dos Enfermeiros está preparada para continuar a liderar processos de inovação, transformação e defesa dos direitos da classe, sem deixar de lado o cumprimento dos deveres profissionais.

Contudo, destacou que esse trabalho exige o compromisso efectivo dos próprios enfermeiros, razão pela qual apelou à regularização das inscrições junto da Ordem, sublinhando que somente uma classe unida poderá fortalecer a luta pelos seus direitos e interesses.