Vendedores informais continuam a ocupar os passeios e as bermas da avenida do Trabalho, na zona da padaria Sipal, na cidade de Nampula, apesar das sucessivas campanhas de sensibilização promovidas pelo Conselho Municipal para a sua retirada.
Os comerciantes justificam a permanência no local com a falta de espaço no mercado grossista de Waresta, que consideram ser o principal centro de venda da cidade, e alegam que os mercados alternativos propostos pela autarquia registam pouca afluência de clientes.
A reportagem do Wamphula Fax constatou ainda que, no troço entre a zona dos CFM e o antigo terminal rodoviário da Padaria Nampula, onde o município havia anunciado a retirada dos vendedores, o comércio informal voltou a ocupar os passeios.
A situação está a dificultar a circulação de peões, obrigando muitos a caminhar pela faixa de rodagem e aumentando o risco de atropelamentos numa das avenidas mais movimentadas da cidade.
João Razão, um dos vendedores, afirma que regressou ao local por falta de alternativas para sustentar a família.
“Sei que estando aqui as pessoas têm dificuldade de circular no passeio, mas não tenho outra alternativa, porque estou à procura de pão”, disse.
Outro comerciante, identificado apenas por Rocha, reconheceu ter sido sensibilizado pelo Conselho Municipal para abandonar o local, mas afirma que o mercado grossista de Waresta já não dispõe de espaço para acolher novos vendedores.
Perante esta situação, Joel Amaral defendeu a construção de um mercado no centro da cidade para acolher os vendedores retirados dos passeios e das principais avenidas.
A vereadora do Pelouro de Mercados e Feiras, Sheila Cassambai, reconheceu que alguns vendedores continuam a resistir às orientações do município, assegurando que o Conselho Municipal prosseguirá com as acções de sensibilização e fiscalização.
Segundo a autarca, o reforço do efectivo da Polícia Municipal e dos fiscais deverá contribuir para reduzir a ocupação irregular dos passeios e outros espaços públicos.
