A província de Nampula, no norte de Moçambique, registou um aumento substancial dos casos de malária, ao longo do ano passado, ao notificar acima de 3 milhões de casos, contra 2,6 milhões registados em 2021, embora, o número de óbitos registados, tenha reduzido de 67 (em 2021) para 58, no ano passado.
Dados oficiais do sector de saúde, indicam que, a nível do país, a província de Nampula tem uma contribuição de 25 por cento em termos de casos de malária, e a prevalência da doença nesta região é de 47 por cento, uma das taxas mais altas do país. A doença constitui uma das principais causas de procura dos serviços de saúde, representando um peso de 20 por centos dos pacientes atendidos nas consultas externas nas unidades sanitárias.
Por isso, pensando no bem-estar da população, o Ministério de Saúde com ajuda de vários parceiros, que lutam contra a malária no país, lançou na última sexta-feira, no posto administrativo de Anchilo, em Nampula, a campanha de tratamento da Quimioprevencão sazonal para prevenção da doença. O programa vai abranger cerca de 1,2 milhão de criança menores de 5 anos de idade.
Esta iniciativa, segundo apuramos, visa eliminar o risco de as crianças contraírem a doença durante a época chuvosa, considerada como sendo período de alta transmissão da malária.
As crianças a serem abrangidas nesta campanha a ser realizada porta-a-porta, serão administradas oralmente a toma combinada de dois fármacos diferentes, nomeadamente o sulfadoxina- pirimetamina e amodiaquina, durante três dias.
Na altura do lançamento da campanha, o Ministro da Saúde, Armindo Tiago, fez saber que, embora as crianças abrangidas nesta campanha tenham contacto com o mosquito, principal vector e causador da malária, não corem o risco de contrair esta doença.
Tiago disse que, pela importância da iniciativa, aguarda com muita ansiedade, a inclusão de outras províncias nos próximos tempos.
O dirigente aproveitou a ocasião para recomendar toda a população no sentido de redobrar esforços para a prevenção da cólera e outras doenças de origem hídrica, frequentes na época chuvosa.
O titular da pasta de saúde, afirma que o sector que dirige tem como meta eliminar a malária, embora seja tarefa de longo prazo. Para o efeito pede o envolvimento activo e esforço conjunto de toda sociedade, entidades públicas e privadas, com vista a eliminação desta doença tida como sendo de maior internamento nas unidades sanitárias do país.
Dados do sector de saúde dão conta que, no ano passado foram diagnosticados 12,4 milhões de casos da malária a nível do país, contra 10 milhões de casos registados em 2021, um aumento correspondente a 22 por centos.
