Com os preparativos do ano escolar 2023, que arranca oficialmente na próxima quarta-feira, o mercado de Nampula vive momentos agitados, nos últimos dias, com os pais e encarregados de educação empenhados na compra do material escolar para os seus filhos e educandos.
Para além das filas longas nas livrarias e lojas de venda de material escolar, nota-se, igualmente, a usurpação dos passeios das avenidas e ruas, por vendedores informais, que adquirem o material para a revenda na entrada dos estabelecimentos comerciais.
Nessa azafama, enquanto uns dizem que os preços estão razoáveis, quando comparado ao ano passado, outros lamentam os preços exorbitantes, alegando que estão acima da sua capacidade financeira.
Muitos sustentam que a falta do pagamento do 13º salario na função pública, está por detrás dos constrangimentos e dificuldades para aquisição atempada do material escolar.
“Se tivéssemos dinheiro muito antes, poderíamos comprar atempadamente. Veja só, que o governo decidiu não pagar o décimo terceiro salário e anunciou em Dezembro. Este dinheiro ajudava-nos. Hoje temos que esperar o salário de Janeiro e as aulas iniciam brevemente”, referiu Marta Jamal, uma cidadã interpelada pelo nosso jornal,
Por sua vez, Tomé Patrício, vendedor ambulante de material escolar, mostrou-se satisfeito com o movimento dos clientes, mas lamentou-se da alegada concorrência desleal, pois diz que existem vendedores que praticam o preço da loja.
