O avançado estado de degradação em que se encontra a estrada que liga a zona da barragem ao centro da cidade de Nampula está a preocupar os moradores daquela região, que para a solução do problema pedem a intervenção urgente do Conselho Municipal.
A degradação da via é caracterizada pela abertura de buracos e ravinas, uma situação que é mais notória no troço entre a Fábrica da Coca-Cola e a albufeira do rio Monapo.
Alguns residentes disseram que há muito que esperam por uma intervenção das autoridades municipais, para a solução definitiva do problema, que, segundo eles, tem lhes causado sofrimento,
Com efeito, segundo apuramos, devido ao mau estado da estrada, são poucos os transportes semicolectivos de passageiros que operam até aquela zona.
“A degradação acelerada desta estrada preocupa a todos os moradores desta zona da Barragem, pior ainda, não sabemos quando é que esta situação vai ser resolvida”, lamentou Rosa Alberto, moradora da zona .
Alguns automobilistas dos transportes semicolectivos de passageiros, incluindo os operadores de moto-táxi, que falaram à nossa reportagem, disseram que as suas viaturas e motas ficam sistematicamente avariadas na sequência dos buracos que se abriram ao longo do referido troço.
“Até porque a situação desta estrada já levou a que alguns operadores dos transportes semicolectivos de passageiros desta rota decidissem deixar de explorar esta via, para evitar danos nas suas viaturas”, explicou Armando Silvério, transportador semocolectivo.
Entretanto, o director de comunicação e imagem, junto do Conselho Municipal da cidade de Nampula, Nelson Carvalho, que também deplorou o estado de degradação em que se encontra a estrada, disse que a via é da gestão da Administração Nacional de Estradas (ANE).
“Submetemos uma proposta de asfaltagem da via, mas ela não foi aceite pelo governo, alegadamente, por tratar-se de uma via cuja gestão é feita pela Administração Nacional de Estradas”, explicou Nelson Carvalho.
Contactado pela nossa reportagem para se pronunciar sobre o assunto, o delegado provincial da ANE, em Nampula, Celso Mabjaia, desmentiu que aquela estrada seja da alçada da sua instituição.
“O que, na verdade, podemos fazer como ANE, mesmo assim, é ajudar a resolver o problema, tratando-se de uma estrada que beneficia as populações. Mas, aquela via pertence ao município, e não à ANE”, sublinhou.
