A VI edição da Feira Económica de Nampula (FENA) superou todas as expectativas, ao transformar-se num verdadeiro palco de exposição da diversidade e do potencial económico da província mais populosa e produtiva do país.
Durante três dias, cerca de 200 metros quadrados acolheram todos os sectores económicos de Nampula, num ambiente que fez lembrar a emblemática FACIM, organizada anualmente na capital do país.
De acordo com os organizadores, que apresentaram um evento de elevada qualidade, os cerca de 250 expositores receberam diariamente mais de 7.500 visitantes. O público teve acesso a uma vasta gama de produtos, com destaque para os sectores agrícola, pecuário, indústria transformadora, comércio e serviços.
Além da exposição, o certame contou com debates temáticos, workshops, sessões culturais e espectáculos musicais, promovendo o intercâmbio de ideias e oportunidades de negócio. Também houve espaço para a promoção da hotelaria, turismo e restauração, com zonas dedicadas à degustação de pratos típicos da província, bem como para a inovação local, incluindo uma Feira do Livro, que há muito não se realizava em Nampula.
No discurso de encerramento, o Governador da província, Eduardo Abdula, destacou o sucesso da iniciativa e revelou planos para alargar a sua dimensão. “Pretendemos que, nas próximas edições, a feira assuma um carácter regional, envolvendo também as províncias de Cabo Delgado e Niassa”, afirmou.
O governante anunciou ainda que a cidade de Nampula será a sede oficial da FENA e adiantou que já se iniciou o processo de programação e organização da próxima edição, prevista para o próximo ano, coincidindo com as comemorações dos 70 anos da cidade.
“Vamos convocar uma reunião para começar a preparar o evento. Acreditamos que, até lá, a feira possa realizar-se num espaço próprio, da FENA, onde todos os anos este grande momento económico terá lugar”, declarou Abdula.
Vários populares entrevistados elogiaram a realização da feira, embora tenham apontado a limitação do espaço como uma das fragilidades do evento. Segundo relatos, muitas pessoas desistiram de visitar o recinto devido à distância do parque de estacionamento e à ausência de espaço para acomodar todos os visitantes com conforto.
