O pai da menor Z. António, supostamente, violada até engravidar pelo edil de Nacala, Raul Novinte, diz que está a ser vítima de actos de intimidação e ameaças contra a integridade física da sua família, com o objectivo de forçar um desmentido a volta deste polémico caso.
António Selemane, reitera que a sua filha foi violada sexualmente durante o ano passado, o acto culminou com a gravidez e em Junho do presente ano nasceu uma criança. Na altura dos factos, a menina tinha 15 anos de idade.
Quando a família tomou conhecimento da grávida solicitou o suposto autor, tendo o acusado confessado a prática do acto sexual, mas a família exigiu o pagamento de um valor, fixado em 750 mil meticais, porque a tradição diz que todo aquele que destrói a virgindade de uma mulher, sem ter o compromisso de casar, deve pagar uma quantia estipulada pela família.
De acordo com Selemane, o edil de Nacala, Raúl Novinte, negociou a redução do valor para 500 mil meticais, que seriam usados para a construção de uma residência para a vítima, e a nossa fonte revelou que até ao momento foi desembolsado um total de 180 mil meticais.
Neste momento, as autoridades estão já a diligenciar para apurar a veracidade deste caso despoletado pela imprensa, com o objectivo de apurar as responsabilidades.
A procuradoria distrital instaurou o processo número 545/2021 relacionado com o tipo legal de crime de actos sexuais com menor, previsto e punido pelos números 1 e 2, do artigo 203, do Código Penal.
Entretanto, o exercício de audição das partes está a ser caracterizado por ameaças e intimidação da família do senhor António Selemane que, de acordo com as suas palavras, o advogado do edil Novinte dirige-se à família para orienta-la sobre como deve prestar as suas declarações junto das autoridades.
Os contactos do advogado acontecem no meio de ameaças e intimidações e o pai da vítima está na comunidade de Merrote, no distrito de Eráti-Namapa, onde está a prestar trabalhos de construção civil.
O nosso entrevistado exige que a justiça seja feita no sentido de responsabilizar o culpado pela gravidez da filha, porque ela abandonou a escola para cuidar da outra criança.
Entretanto, a Procuradoria do distrito de Nacala recusou-se a falar sobre o caso aos órgãos da comunicação social, alegadamente, porque o processo está na fase de instrução e, por isso, toda informação é de carácter sigilosa.
